Desde o dia 25 de julho a Unesco analisa a proposta de pôr o centro de Amsterdã em sua lista de Patrimônios da Humanidade. Mas alguns moradores da capital holandesa têm receio de que sua cidade se transforme em um museu.
Amsterdã tenta desde 2006 receber o reconhecimento de Patrimônio da Humanidade para o coração da cidade, que data do século 17, pois lugares que fazem parte da lista da Unesco recebem fundos para a conservação e também podem contar com mais turistas.
A pequena Bruges, na Bélgica, tira muito proveito do título que obteve há dez anos. Segundo prefeito de Bruges, Patrick Moenaerts, ele é uma recompensa pelo cuidado de muitos anos com o patrimônio histórico. “Para uma cidade turística, é importante poder ter isto no cartão de visitas.”
Liberal
Muitos amsterdameses não compartilham deste otimismo. Para o publicitário Rogier van Kralingen, Bruges não é um bom exemplo para Amsterdã. “Amsterdã não é uma cidade que você visita só pelo caráter histórico, mas sim pelo sentimento de liberdade que prevalece aqui.”
Van Kralingen teme que, com as muitas regras impostas pela Unesco, a cidade se transforme em um museu vivo. “Se você quer ter uma boa cidade para os moradores e para empresas internacionais, de onde vem a maior parte da renda, você tem que ter um bom equilíbrio entre turismo, moradia, trabalho, lazer e liberdade para as pessoas fazerem o que querem fazer.” Segundo Kralingen, o equilíbrio que existe atualmente é bom e deveria ser mantido no futuro. O título de Patrimônio da Humanidade só vem para interferir.


























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