Antes de partir da Holanda para o Brasil, em finais em 1636, para assumir o governo do Brasil-holandês, Maurício de Nassau contratou vários artistas e cientistas para documentar o país, entre eles Albert Eckhout, que iria pintar o homem, a fauna e a flora brasileira.
Em 2002 as obras voltaram para uma exposição em Recife, onde tiveram origem, e outras cidades Brasileiras.
Este programa traz uma entrevista com o historiador Leonardo Dantas Silva, também organizador da exposição, que explica o pano de fundo da cooperação entre Maurício de Nassau e Albert Eckhout. “Talvez o conde fosse um complexado, estou te dizendo pela primeira vez, externando uma coisa muito do fundo do meu entendimento (...) e ele quis fundar uma corte renascentista nos trópicos”.
Será que o homem pintado no Brasil por Eckhout representa realmente o homem brasileiro? É a pergunta que a historiadora Geórgia Quintas responde. Ela também fala sobre o desafio dos inúmeros documentos artísticos de cunho científico associado a Eckhout que se encontram na Polônia, pouco estudados por historiadores e que guardam importantes informações para o estudo de sua obra.
Por fim, o historiador Marcos Galindo apresenta seu ponto de vista sobre a importância especial da obra de Eckhout em termos científicos. “Ele é tão importante antes de tudo para a Holanda, Dinamarca e Brasil, por ter sido antes de qualquer coisa um etnógrafo. Um cientista natural (...) o homem como testemunha ocular dessa época do Brasil”.

























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