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Quinta-feira 20 Junho  

Europa Mix - Europa Mix - 4 de novembro de 2010

On air: 4 Novembro 2010 15:55 (Foto: Flickr/John Benwell)

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Outros temas:

  • Direitos Humanos

É tensa a situação no Sudão, que está prestes a realizar um referendo que pode levar à divisão do país. A ONU advertiu que suas forças não serão capazes de impedir um eventual conflito. Nas últimas semanas foram presos nove jornalistas da Radio Dabanga e quatro ativistas da Rede de Advogados para a Democracia e Direitos Humanos. A Radio Dabanga, que trabalha com a organização holandesa Press Now, é a única que noticia sobre o conflito de Darfur de uma maneira independente no país. A Anistia Internacional iniciou uma campanha pela libertação dos ativistas. Estão previstos para 9 de janeiro dois referendos que devem decidir sobre a separação ou não do Sudão, conforme um acordo de paz assinado em 2005, após duas décadas de uma guerra civil que deixou mais de dois milhões de mortos.

  • Meio Ambiente

Uma pequena ilha no Oceano pacífico vai implementar uma premiação em dinheiro para as pessoas que poluem pouco e vivem de maneira saudável. A Norfolk Island tem 35 quilômetros, abriga 2.000 habitantes e é o lugar ideal para testar novas idéias e enfrentar dois grandes desafios da sociedade moderna: o aquecimento global e a obesidade. Segundo os pesquisadores do projeto, da Universidade de Southern Cross, 'a ilha, localizada a 1.700 km da costa australiana, é um lugar completamente autônomo e fácil de controlar o que entra e sai'. Cada um dos moradores irá receber um 'cartão de crédito de carbono', o qual eles deverão apresentar para pagar a eletricidade, combustível e fazer compras de alimentos. Aqueles que conseguirem economizar unidades de crédito, poderão trocá-las por dinheiro vivo. O programa, com base na ação voluntária, visa reduzir o consumo de eletricidade, combustível e da comida industrializada importada, bem como encorajar as pessoas a andar de bicicleta ou a pé. Norfolk foi colônia britânica nos séculos 18 e 19 e agora está sobre a jurisdição da Austrália, apesar de ter um governo autônomo.

  • Ciência

O terremoto que atingiu o Haiti em 12 de janeiro foi devastador mas ainda não liberou toda a tensão acumulada ao longo dos anos sob a falha sísmica que ameaça a capital Porto Príncipe. A afirmação foi feita por uma equipe de geólogos da Universidade de Melon Park, na Califórnia. De acordo com os pesquisadores, fotos aéreas e observações por satélites à procura de vestígios deixados pelo último abalo terrestre, revelaram que todas as evidências encontradas foram deixadas pelo terremoto do século 18 e nenhuma pelo de 2010. Em 1751 e 1770 ocorreram dois terremotos de magnitude similar ao último, que matou dezenas de milhares de pessoas. Com base nessas observações a equipe de geólogos afirma que o terremoto de janeiro desse ano não foi suficiente para retirar todas as tensões acumuladas ao longo de 250 anos sob a falha de Enriquillo-Platain Jardim, que causou o terremoto.

  • Cultura

A cidade de Amsterdã procura uma maneira de homenagear o escritor Harry Mulisch, que faleceu na noite de 31 de outubro. Uma das ideias é transformar a casa em que o escritor viveu em museu. Mulisch é tido como um dos três grandes da literatura pós-guerra holandesa, ao lado de Willem Frederik Hermans e Gerard Reve. Mulisch escreveu mais de 70 contos, romances, livros de poesia, peças de teatro e ensaios. Entre suas obras está 'O atentado', que também foi traduzido para o português e publicado no Brasil pela Editora José Olympio. O escritor será enterrado nesse sábado, 6 de novembro.
 

  • Saúde

A Holanda é o país europeu onde mais se morrem bebês durante o parto. A causa, segundo uma pesquisa publicada essa semana pelo Centro Médico de Utrecht, pode estar na falta de segurança do sistema de saúde holandês. Normalmente as mulheres grávidas são acompanhadas por uma parteira e dão a luz em casa. De acordo com os pesquisadores, duplicam as chances de que o bebê morra se o parto começar com uma parteira ao invés da ginecologista. E a chance de o bebê não viver quadruplica se a mãe, durante o parto em casa, precisa se deslocar até o hospital para ser atendida por um ginecologista. Os pesquisadores de Utrecht concordam com os planos de melhoria no trabalho de parto na Holanda defendido pelo órgão conselheiro dessa área. Entre outras coisas, é preciso melhorar a comunicação entre os profissionais que atendem as grávidas, já que há desentendimentos entre parteiros e ginecologistas.

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