Washington condenou "com a maior firmeza" os dois atentados cometidos nesta quinta-feira em Damasco, e mais uma vez exigiu que o regime de Bashar al-Assad execute o plano do emissário da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan.
"Qualquer violência que leva ao massacre de civis é condenável e nada pode justificá-la", declarou a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, em um comunicado. Segundo o texto, a implementação do plano Annan é fundamental "para evitar uma nova escalada da violência".
As explosões de dois carros-bomba devastaram um bairro de Damasco nesta quinta-feira, causando 55 mortes e 372 feridos. Este é o ataque mais mortífero em quase 14 meses de revolta na Síria.
Os atentados foram registrados na hora do rush no bairro de Qazzaz, no sul da capital, e fez com que o líder dos observadores da ONU pedisse ajuda para por fim à violência que assola o país desde o início da revolta, em março de 2011.
Enquanto isso, aumentam as advertências internacionais contra uma guerra civil, em vista das repetidas violações ao cessar-fogo, estabelecido em 12 de abril. A comunidade internacional continua determinada a resolver a crise.
Tal como acontece em todos os ataques, o regime e a rebelião se acusam mutuamente pela autoria dos atentados.
© ANP/AFP










