Saadi Kadhafi, filho do ex-dirigente líbio Muamar Kadhafi, prometeu retornar a seu país, onde diz que a maioria da população está insatisfeita com a situação atual, conforme afirma em uma entrevista divulgada na sexta-feira pela televisão local Al-Arabiya.
"Retornarei à Líbia a qualquer momento", disse Saadi Kadhafi por telefone de Níger, onde se refugiou depois da queda de Trípoli, que colocou fim aos 42 anos de ditadura de seu pai.
"Cerca de 70% dos líbios não estão contentes com a situação atual", afirmou, e disse que o "povo líbio está sendo governado por bandos".
Segundo ele, "existe uma rebelião que se estende dia após dia, e haverá uma rebelião em todo o país".
Questionado sobre o Conselho Nacional de Transição (CNT), que tomou as rédias do país após a queda do regime, Saadi afirmou que "chegará o dia em que o povo líbio será capaz de exterminar esses bandos".
Ao regressar à Líbia, "me esforçarei para que não se produzam operações de represália ou de vingança", prometeu.
Saadi Kadhafi, de 38 anos, se refugiou em Níger em agosto passado. Este país, que lhe concedeu asilo político, se nega a extraditá-lo, apesar dos pedidos das novas autoridades líbias.
A Interpol o acusa de "ter se apoderado de bens pela força e de praticar a intimidação quando dirigia a Federação Líbia de Futebol".
O presidente do Níger, Mahamadou Issoufou, argumentou em novembro passado "razões humanitárias" para justificar o asilo concedido a Saadi Kadhafi.
© ANP/AFP
















