O Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade uma resolução que impõe ao Sudão e ao Sudão do Sul 48 horas de prazo para que suspendam as hostilidades, sob a pena de enfrentarem sanções.
Rússia e China somaram-se aos crescentes apelos pelo fim do conflito na fronteira, pelo qual os 15 membros do corpo decisório da ONU deram um forte apoio aos esforços da União Africana para deter a violência e iniciar negociações de paz.
A resolução pede aos países vizinhos - que se separaram no ano passado - o "fim imediato de todas as hostilidades" e a retirada das tropas dos territórios. Além disso, convoca as partes a entregarem um compromisso escrito nas próximas 48 horas à União Africana e ao Conselho de Segurança.
O Conselho ordena que as duas partes comecem a manter negociações de paz em duas semanas com mediadores da União Africana. Nessas conversas, deve ser abordada a divisão da renda de petróleo e a delimitação da fronteira comum.
As negociações deverão ser concluídas "nos três meses seguintes à adoção da presente resolução", afirma o texto.
A resolução ameaça implantar "medidas adicionais" com base no artigo 41 da Carta da ONU, que permite sanções não militares quando uma das partes não respeita o acordo.
A embaixadora americana na ONU, Susan Rice, disse que o Sudão e o Sudão do Sul têm um amplo registro de "promessas feitas e promessas quebradas".
O ministro de Relações Exteriores do Sudão do Sul, Dang Alor Kuaol, afirmou à imprensa que seu país "tomava o compromisso solene de respeitar" os termos da resolução. Chamou a ONU a "mobilizar a urgência de uma ajuda humanitária a favor da população afetada pelos bombardeios aéreos contínuos realizados pelo Sudão" sobre o território do Sudão do Sul.
Segundo o embaixador sudanês Daffa-Alla Elhag Ali Osman, o conflito deve ser resolvido no "interior do continente africano, sob a direção de M. (Thabo) Mbaki", o mediador da UA. A resolução, disse, "ignora a agressão promovida pelo Sudão do Sul contra o Sudão" e que este último tem o direito de frear qualquer incursão em seu território.
Desde a independência do Sudão do Sul, em julho de 2011, as tensões com seu vizinho Sudão não pararam de crescer devido à disputa por zonas fronteiriças ricas em petróleo.
© ANP/AFP










