O movimento islâmico que sequestrou um diplomata argelino e seis de seus colaboradores no Sahel deu nesta terça-feira um prazo de "menos de 30 dias" ao governo argelino para satisfazer suas demandas, informou à AFP seu porta-voz.
"Lançamos um ultimato de menos de 30 dias ao governo argelino para atender nossas demandas, do contrário, a vida dos reféns estará em grande perigo", adverte uma carta enviada à AFP por Adnan Abu Walid Sahraui, porta-voz do Movimento União e Jihad na África Ocidental (Mujao).
O Mujao, ao que parece uma dissidência da Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI), tem suas bases no norte do Mali e para soltar os sete reféns exige a libertação dos islamistas detidos no território argelino, além de um resgate de 15 milhões de euros.
Segundo o próprio movimento, Argel se recusa a atender as exigências.
"Os reféns ainda estão vivos. O governo conhece nossas demandas (...). Ainda há tempo para negociar, depois será tarde", adverte o Mujao em sua breve mensagem.
O Mujao também reivindicou, em 23 de outubro de 2011, o sequestro em Tinduf (oeste da Argélia) de três voluntários europeus: um espanhol, uma espanhola e uma italiana.
Para soltar os três europeus o Mujao exige um resgate de 30 milhões de euros e a libertação de dois detidos na Mauritânia.
© ANP/AFP










