Em comemoração ao Dia das mães, a Radio Nederland publica durante essa semana uma série de entrevistas em homenagem às mães brasileiras que vivem sem documentos na Holanda.
Rosana, de 27 anos, será mãe pela primeira vez. Se tudo correr dentro do previsto, a primeira filha da brasileira deve nascer dentro de duas semanas. Apesar de estar longe da família e de não ter o apoio do pai da criança, Rosana optou por ser mãe e continuar vivendo na Holanda.
Atendimento médico
Embora não possua documentos legais na Holanda, Rosana está fazendo pré-natal e tem o acompanhamento médico necessário. Está sendo auxiliada por uma parteira que fala português e está se preparando para ter o parto em casa:
“A maioria das mulheres tem bebê em casa e eu não estou com medo. As parteiras que me atendem me passam bastante segurança. Vai ser bem melhor pra mim, vai ser algo que vai marcar, ter meu bebê em casa.”
De acordo com Rian Ederveen, da Associação LOS, que ajuda a imigrantes indocumentados na Holanda, médicos não podem recusar o atendimento ou denunciar imigrantes sem papéis. O auxílio médico pode ser inclusive gratuito, caso a pessoa não tenha como pagar.
Inseguranças
Rosana mora em um apartamento com três brasileiras. Até bem pouco tempo, dividia inclusive o próprio quarto com outra mulher e pagava 250 euros pelo aluguel da metade do quarto. Com a chegada do bebê, ficou difícil encontrar alguém que quisesse dividir o quarto com ela, ou seja, terá de pagar 500 euros por um quarto.
“Brasileiro ilegal nunca tem lugar fixo para morar. Quando a gente pensa que está bem num lugar, já tem que mudar. Não temos contrato de aluguel e se algum vizinho denuncia, dizendo que o dono realugou o apartamento, o dono pode pedir para sair.
Além da insegurança habitacional, há também a instabilidade financeira e social. Rosana trabalha como faxineira em diversas casas de Amsterdã. No entanto, por não ter contrato de trabalho, não tem direito à licença maternidade. Após o parto, Rosana pensa em voltar às limpezas o mais rápido possível.
Apesar de todas as dificuldades, Rosana acredita que ficar na Holanda é a melhor opção: “Se eu voltar ao Brasil não vou poder trabalhar lá. A minha família não tem uma situação financeira boa o suficiente pra me sustentar durante a gravidez. Se eu voltar para o Pará, o pai da criança, que está aqui, não vai mandar dinheiro para me ajudar. Acho que se ficar na Holanda terei melhores condições de dar uma vida melhor para a minha filha.”
* A mãe em questão preferiu permanecer no anonimato. O nome utilizado é fictício.














Ola tudo bem?como faco para conseguir o contato dessas parteiras que falam portugues? eu nao sei o que faco estou com 5 meses e nao falo holandes,nem ingles e preciso ter acompanhamento.me passa por email ou tel.o684038771
Oie...tdo bem?
queria muito uma ajuda sua, poderia me mandar um e-mail com seu telefone pra mim entrar em contato com vc?
muito obrigado
Submeter um novo comentário