Foi decretado alerta vermelho na Ucrânia. De acordo com o serviço de saúde pública, o país está sendo atingido por um novo vírus da gripe que é ainda mais perigoso que o da gripe suína. Seria uma nova variação que mescla a gripe californiana e dois vírus diferentes da gripe sazonal. Mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que se trata da gripe suína ‘comum’.
Médicos ucranianos que examinaram duas vítimas falam de ‘pulmões escuros como carvão’. A descrição é consistente com relatórios anteriores de hospitais do oeste da Ucrânia. Um número recorde de pessoas foi internado com infecções respiratórias, principalmente pneumonia. A maioria dos pacientes vai ao médico quando já é tarde demais e muitos estão falecendo em consequência da infecção.
A vida pública no país está há algumas semanas paralisada por causa do severo surto de gripe, que já matou 189 pessoas. Todas as reuniões públicas estão proibidas, escolas e universidades estão fechadas e alguns postos na fronteira com a República Tcheca e a Rússia estão fechados.
A Organização Mundial da Saúde está tentando atenuar as notícias alarmantes vindas da Ucrânia. Os primeiros resultados de uma pesquisa da OMS sobre a ‘supergripe’ não apontam para uma situação anormal. O vírus H1N1 é o principal causador do problema, segundo as análises genéticas. E não há mutação, diz a OMS. A atual vacina contra pandemia fornece a proteção adequada.
O problema é que a Ucrânia não tem vacinas. Durante o período de desenvolvimento da doença no mundo, o governo ucraniano não ouviu as advertências e não se preparou. As vacinas não foram encomendadas e a quantidade de remédios antivirais que o país possui é mínima. Também não houve suficiente informação para a população. Para cidadãos comuns, os serviços de saúde não são acessíveis e mesmo medicamentos caseiros são muito caros ou estão esgotados.
A oposição acusa o presidente Joesjtsjenko de estar ‘abusando’ da epidemia de gripe. Espalhando confusão e medo, ele estaria tentando desviar a atenção da difícil situação econômica do país. Em janeiro, os ucranianos escolhem um novo presidente, mas, por causa da gripe, as reuniões políticas também estão proibidas.























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