O terremoto de sete graus na escala Richter que assolou o Haiti na tarde de ontem deixou o país caribenho praticamente incomunicável e sob a desolação do que se teme ser uma catástrofe de enormes proporções.
Edifícios destruídos, o fechamento do aeroporto de Porto Príncipe, o colapso das comunicações e o isolamento de inúmeros pontos do país são algumas das primeiras consequências causadas pelo terremoto, que teve seu epicentro a cerca de 15 quilômetros da capital haitiana e foi seguido de três outros fortes tremores.
A magnitude dos tremores gerou um alerta de tsunami, que posteriormente foi retirado.
Ainda não foram divulgados números sobre vítimas fatais e danos materiais. O tremor causou danos em numerosos edifícios da capital haitiana, como o prédio que abriga a sede das Nações Unidas, além de supermercados, hoteis e outros, segundo testemunhos.
De acordo com estas primeiras informações, a catedral da capital haitiana também teria desabado e o palácio presidencial teria sofrido danos. É praticamente impossível circular de automóvel pelas ruas, que estão tomadas pelos escombros. As comunicações por via telefônica foram cortadas após o movimento sísmico, que causou graves danos às instalações de telecomunicação.
Um hospital e uma escola também desabaram. “Tudo tremia, era como um baile, as pessoas saíam de seus veículos, corriam e gritavam”, relatou uma testemunha, que diz que “a rua se abriu em duas” diante de seus olhos.
O terremoto pôde ser sentido em toda a ilha de São Domingos, ou Espanhola, cujo território é compartilhado pelo Haiti e pela República Dominicana, embora neste outro país as primeiras informações oficiais não indiquem danos trágicos.
Este foi um dos terremotos mais graves registrados até hoje na ilha. O tremor também se percebeu com força na região leste de Cuba.
Vários países, entre eles os Estados Unidos, República Dominicana, Nicarágua, Venezuela e Espanha já se comprometeram a ajudar o Haiti diante deste novo desastre natural.























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