O Suriname terá um sistema automático de controle de viajantes. As fronteiras oficiais do país terão computadores interligados ainda esse ano.
O sistema de controle interligará os computadores nas fronteiras em Zanderij, Albina, Nickerie e Zorg en Hoop. Para isso, é preciso modificar a infraestrutura. Com o sistema, o Suriname irá melhor conhecer quem são as pessoas que entram e saem do país, afirma Lucretia Redan, do ministério das Relações Exteriores. O sistema também torna possível saber se o visitante está, por exemplo, na lista de procurados da Interpol.
Canoas
Nem todas as entradas para o Suriname podem ser controladas com esse sistema porque o Suriname possui uma longa fronteira e há um intensivo tráfego com os países vizinhos. Viajando por exemplo, com canoas, entre a cidade de Albina e a Guiana Francesa ou com barcos entre Nickerie e Guiana. “Não é possível esperar que dentro de sete meses possamos registrar todos os movimentos das pessoas. Grande parte da nossa fronteira é floresta. Mas vamos trabalhar em parceria com a França, Guiana e Brasil para proteger as fronteiras de maneira eficiente”, afirma o ministro das Relações Exteriores, Winston Lackin.
A aquisição do sistema de controle se encaixa nas prioridades do Suriname: “A segurança nacional é nossa mais alta prioridade. Nossas fronteiras também fazem parte de nossa política para maior integração regional. Queremos promover o turismo, atrair investidores e continuar desenvolvendo nossos recursos naturais. E sabemos que não podemos fazer isso sozinhos. Temos que garantir que nossas fronteiras sejam bem vigiadas e que não entrem hóspedes indesejados em nosso país”, afirma Lackin. A ideia é que o sistema esteja operando no segundo semestre desse ano.





























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