Radio Netherlands Worldwide

SSO Login

More login possibilities:

Close
  • Facebook
  • Flickr
  • Twitter
  • Google
  • LinkedIn
Início
Quinta-feira 20 Junho  
Setor turístico quer combater exploração de menores
Retrato de Anna Rosales
Map
Quito, Equador
Quito, Equador

Setor turístico quer combater exploração de menores

Data de publicação : 5 Agosto 2009 - 4:07pm | Por Anna Rosales
Assuntos relacionados:

Países latino-americanos avançam em uma estratégia para incentivar as boas práticas no setor turístico, mais especificamente, para prevenir a exploração sexual de menores.

Reunidos no Grupo de Ação Regional das Américas, países sul-americanos buscam garantir que a indústria do turismo contribua para o desenvolvimento e bem-estar das crianças. A prevenção da exploração sexual de menores é uma das principais missões.

Recentemente, o grupo, integrado por ministros de turismo e representantes dos governos da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai, Venezuela e Brasil, ratificaram um plano de ação regional para combater a quem utilize crianças e adolescentes de forma indigna.

Informes regionais
Segundo o informe do Programa de Promoção Integral dos direitos da Criança, do Instituto Interamericano da Criança, a indústria do turismo tem um papel importante no aumento da quantidade de crianças exploradas sexualmente.

No documento, consta que os países latino-americanos são cada vez mais populares como destino de férias e o crescente fluxo de turistas tem resultado em um aumento ainda maior da quantidade de crianças exploradas sexualmente.

O texto também assinala que o aumento dos níveis de prostituição, e especialmente da prostituição infantil, está diretamente relacionado com o aumento do turismo: “Com frequência, o turista tem uma concepção errônea do que é culturalmente aceito no país que visita, acredita que a cultura aceita esta forma de vida e que a sociedade aceita e consente a prostituição infantil”.

Em seu informe, o Instituto Interamericano da Criança – um organismo da Organização dos Estados Americanos – considera que há mais um ponto a se levar em consideração, pois é um dos componentes de maior influência: a falta de um compromisso político contínuo para atender ao problema. “Se os governos não proverem os fundos necessários, nem o inserirem em sua agenda para a infância como de consideração urgente, então não há outra alternativa senão esperar que o fenômeno da exploração sexual continue crescendo.”

Criança não é mercadoria
O plano do Grupo de Apoio Regional parece responder ao chamamento do informe do Instituto Interamericano da Criança. “Não queremos que nossas crianças e adolescentes se convertam em mercadoria, que um turista, estrangeiro ou interno, cometa estes atos e veja isto como uma forma de fazer turismo de entretenimento. Nossas crianças não se vendem, não se comercializam”, afirma Sandy Morales Herrera, assessora do Ministério do Turismo do Equador.

Encarregada do projeto de prevenção da exploração sexual  de menores, a especialista anuncia que, desde que assumiu a secretaria executiva do Grupo de Ação Regional das Américas, em novembro do ano passado, seus integrantes tentam intensificar seu trabalho mediante estratégias locais e regionais para apoiar as boas práticas no setor turístico.

Na América Latina não se tem cifras concretas sobre os casos de exploração de menores por turistas, confirma Morales. Nos últimos anos, houve avanços em relação a denúncias e sanções, mas não se tem uma visão geral ou inventariada de quão grande é o fenômeno. “Devemos discutir e unificar em uma estratégia comum como prevenir, como perfilar certas características de redes exploradoras, como identificá-las e como fazer para proteger as crianças”, diz ela.

Unificar esforços
Morales explica que estão se abrindo novas estratégias e canais de comunicação entre os países, como a página na internet do Grupo de Ação Regional, recentemente lançada. Há ainda todo um plano que inclui atividades de capacitação para trabalhadores do setor turístico, implementação de códigos de conduta, campanhas de comunicação e fóruns, onde além das operadoras de viagem, os pais e as próprias crianças possam conversar sobre suas inquietações a respeito do tema.

“Apesar de estar em uma mesma região, temos muitos aspectos que nos diferenciam, culturalmente e no nível do problema. Não podemos atuar com a mesma estratégia em todos os países, por isso devemos compartilhar e harmonizar ideias”, finaliza Morales.

Artigos relacionados

Debate

Submeter um novo comentário

O conteúdo deste campo é privado e não irá ser exibido publicamente.
  • Marcadores de HTML permitidos: <a> <em> <strong> <cite> <code> <ul> <ol> <li> <dl> <dt> <dd> <p> <br>
  • As linhas e os parágrafos quebram automaticamente.
  • Endereços de páginas web e endereços de e-mail são transformados automaticamente em ligações.

Mais informação sobre as opções de formatação

Vídeos

Holanda: bigode laranja para a Eurocopa
Ruas cor de laranja, bandeiras vermelhas, brancas e azuis e decoraç...
Pastores sonham com dias melhores
Pastores estão lentamente desaparecendo da paisagem holandesa....
Recordes na venda de arte moderna
Na casa de leilões Christie’s em Amsterdã, obras de...