A poucos dias das eleições presidenciais que ocorrerão em Ruanda no dia 9 de agosto, a comunidade internacional e críticos locais se preocupam cada vez mais com o fututro do país, especialmente depois da suspensão de trinta jornais e estações de TV, e de prisões e assassinatos de jornalistas independentes.
Anneke Verbraeken
Em seus discursos eleitorais, o presidente Paul Kagame declara que não são os países doadores nem os críticos, nem as ONGs que influenciam sua política: “É o povo de Ruanda que decide o que é melhor para eles. O que mais eles querem da democracia, quando um povo pode eleger alguém que vai trazer o desenvolvimento econômico, a unidade, uma boa infraestrutura, um bom sistema sanitário e educação?” Paul Kagame prometeu, durante este mesmo discurso, realizado no distrito de Gicumbi, que tudo que havia conseguido até agora seria multiplicado por sete.
No dia 2 de agosto, a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) havia anunciado que o Alto Conselho de Mídia (HCM), um órgão regulador de Ruanda, havia publicado no dia 26 de julho uma lista que inclui 22 jornais e 19 estações de TV, oficialmente legais. Segundo a RSF, esta lista significava a suspensão de dezenas de meios de comunicação, entre eles a Voz da África (islâmico) e a Voz da América. Dois dias após a publicação da lista do HCM, o conselho ordenou o fechamento de todos os jornais e estações de televisão que não cumpriam as condições de difusão e emissão previstas pela lei de 12 de agosto de 2009, que rege os meios de comunicação no país.
O fechamento do jornal Newsline, no dia 28 de julho, foi consequência direta desta lei. Segundo o HCM, os meios de comunicação tiveram cinco meses para reunir toda documentação exigida a fim de cumprir a lei ruandesa.
No dia 13 de abril deste ano, o Alto Conselho de Mídia suspendeu por seis meses os jornais independentes Umeseso e Umuvuigi, e pediu em seguida seu fechamento definitivo. Segundo o conselho, a medida foi tomada porque alguns de seus artigos constituíam uma ameaça à segurança nacional.
Jean-Léonard Rugambage, um jornalista do jornal Umuvugizi, foi assassinado ao lado de sua casa , no dia 24 de junho, na cidade de Nyamirambo.












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