O festival de Cinema Latino-Americano de Utrecht (LAFF), que termina neste final de semana, teve uma marcante participação brasileira. Além de ter apresentado 9 longas e 2 curtas brasileiros, o documentário ‘Garapa’, de José Padilha, foi premiado com o Dirk Vandersypen Award, que é oferecido ao melhor documentário sobre temas sociais na América Latina.
Outro destaque foi o cineasta Esmir Filho, que, depois de ter participado de três edições anteriores do LAFF com curtas-metragens, este ano foi convidado para abrir o evento na Holanda com seu primeiro longa, “Os famosos e os duendes da morte”.
Natural de São Paulo, Esmir Filho, de apenas 27 anos, tem trilhado um caminho constante no cinema ao escolher tratar de temas voltados para o universo jovem.
“Os famosos e os duendes da morte” acompanha alguns dias na vida de um adolescente de uma cidade do interior do Rio Grande do Sul. Pela falta do que fazer na cidade, seu mundo está na internet, em vídeos e chats que misturam o mundo virtual a lembranças reais. É um filme introspectivo, com ótimas interpretações - com destaque para o protagonista, Henrique Larré - e uma direção cheia de personalidade de Esmir Filho, que não hesitou em fazer escolhas ousadas na fotografia, na montagem e na trilha sonora.
Nesta entrevista à Radio Nederland, Esmir Filho fala sobre o filme - que está atualmente em cartaz em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre – e sobre seu jeito de fazer cinema.























Esmir Filho made a dark but very beautiful movie. It is interesting that such a young lively director chooses a sombre theme like this. I also liked to see some images of the life of older immigrants from a German speaking country and their decedents.
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