Os gastos com moradia na Holanda são os mais altos da Europa. Os holandeses gastam quase um terço de seus salários com aluguel ou hipoteca, enquanto a média europeia é de pouco mais de 20%. De acordo com a associação de locatários Woonbond, é hora de agir.
A Comissão Europeia, em Bruxelas, encomendou uma análise sobre os custos de moradia na Europa. Os resultados demonstraram que os gastos na Holanda atingem uma média de 30,90% da receita familiar, um valor significativamente maior que os 22% da média da União Europeia. Os mais prejudicados são os holandeses que pagam aluguel, cuja média de despesas com habitação chega a 38,7%. O que é mais alarmante é o fato das famílias com menor renda chegarem a gastar quase metade do salário com moradia (47,4%).
Custos
Estabelecer-se em uma residência envolve grandes custos: aluguel ou hipoteca, gastos com energia, impostos, seguros, manutenção, etc. Os compradores recebem compensações com descontos dos juros de hipoteca no imposto de renda, e alguns arrendatários podem obter um subsídio de aluguel. Mas, mesmo assim, os custos de moradia na Holanda são os maiores da Europa.
Segundo Johan Conjin, professor de temas sobre o mercado habitacional, viver na Holanda é caro devido, principalmente, aos altos custos de terreno e construção, que “têm que ser recuperados pelos empreendedores”. Conijn afirma que, às vezes, os altos gastos conduzem a grandes problemas na base do mercado habitacional. “Pessoas com baixa renda têm dificuldades para sobreviver depois de pagar todas as despesas de moradia.” O especialista prevê tempos difíceis para este grupo, pois o subsídio de aluguel poderá ser afetado com a possível chegada de um governo de direita.
Deduções no imposto de renda
A associação Woonbond tomou os resultados da pesquisa como base para defender a diminuição dos custos de habitação. “O mercado habitacional deve funcionar com uma melhor organização das deduções de hipotecas do imposto de renda, que levam à alta de preços; proprietários e inquilinos devem reduzir radicalmente os gastos, investir mais em economia de energia e estabelecer uma política de aluguéis mais moderada. Também deve-se prestar atenção especial às possibilidades de pagamento para pessoas com renda mais baixa, equiparando os subsídios de aluguel”, recomenda a associação.
Medidas
A Woonbon considera que o aumento dos aluguéis para o próximo período governamental não deve ficar acima de 1% da inflação. A associação considera aceitável um pequeno aumento dos aluguéis somente se, simultaneamente, forem tomadas medidas para melhorar o funcionamento do mercado: moderação da política fiscal para as casas próprias, melhoria das condições de pagamento para pessoas de baixa renda e investimentos adicionais para promover a habitação social.
O dinheiro a mais, este 1% (500 milhões de euros em um período de quatro anos), deve ser usado para investimentos extra. Eles são necessários para, no futuro, reduzir os custos de moradia - com a construção de novas habitações sociais, a economia de energia e políticas para enfrentar os problemas em bairros e áreas de baixa população.






























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