Cerca de vinte alunos de diferentes nacionalidades lotam a aula do professor Marcos Flexa todas as terças e quintas-feiras no centro de Amsterdã. Desenvolvido na década de 30 no Brasil, principalmente no Rio de Janeiro, o jiu-jitsu brasileiro é uma arte marcial que nasceu do jiu-jitsu tradicional, vindo do Japão. A principal diferença é que o jiu-jitsu brasileiro dá muito mais ênfase para a técnica de luta de chão.
Os membros da família Gracie, fundadora do esporte, se caracterizavam por ter estatura baixa. Por causa disso, acabaram desenvolvendo o esporte de maneira que se tornasse uma arte marcial efetiva para pessoas com essas características. Por isso, a defesa é também uma das principais diferenças em relação ao jiu-jitsu tradicional, usando a força do oponente a seu favor.
Segundo Marcos Flexa, o esporte tem se tornado bastante popular na Holanda e a cada ano ganha mais adeptos. “Quando cheguei aqui em Amsterdã, há oito anos, quase ninguém sabia o que era jiu-jitsu brasileiro. Hoje, já são centenas de praticantes.” Além da Holanda, o esporte também foi exportado para a maioria dos países da Europa Ocidental, além de Estados Unidos, Índia, China, Japão e alguns países africanos.
Cultura brasileira
As aulas são dadas em inglês, mas com termos em português como “chão”, “atenção”, além da contagem “um, dois, três...”. O lutador brasileiro Endrigo Micelli que mora há dois anos na Holanda conta que muitos amigos estrangeiros que praticam jiu-jitsu brasileiro aprenderam a falar um pouco de português e estão sempre curiosos a respeito do Brasil.
Além da língua, o próprio esporte ajuda a aproximar os estrangeiros da cultura brasileira. “A gente percebe um pouco do jeito de ser dos brasileiros neste esporte, pois as aulas não são tão duras como as do judô japonês. A cultura brasileira é mais descontraída e a gente compreende isso através do jiu-jitsu brasileiro”, explica o praticante holandês Daniel Bertina.
Ronald Brooker, outro lutador holandês, complementa: “O jiu-jitsu brasileiro é muito criativo, está sempre em mudança, constantemente inventando novas técnicas, o que torna o esporte muito dinâmico. Acredito que isso seja um pouco o reflexo da maneira como os brasileiros vivem.”
Entre os alunos, um deles se destaca: Lídia Pedro. A espanhola é uma das únicas mulheres praticando o esporte na academia. “Eu fiquei sabendo que o jiu-jitsu brasileiro era uma arte marcial para pessoas menores e que utilizava a força do oponente para ganhar a luta, o que se encaixa no meu estereótipo. Além disso, acredito que as artes marciais são muito úteis como defesa pessoal, principalmente para mulheres. Depois de seis meses sinto que tenho mais músculos, um condicionamento físico melhor e muito mais força.”





























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Com essa oportunidade que o senhor teve professor a agradesça a DEUS todos os dias faz tempo que procuro isso pra mim também se souber de alguma coisa e se puder me avisa sou de recife-pe faixa preta de judô e jiu-jitsu também tenho 30 anos e pratico o judô a 27 anos sou faixa preta desde 1999 de jiu-jitsu tenho 8 anos faixa preta de 2010 ok? um abç professor osssss.
Acho super interessante como o pssoal do Brazilian Jiu-Jitsu encontra o espaço dele, é o caso daquele que tem algum tipo de conhecimento e está afim de transmitir a nossa cultura pelo mundo e mostrar um pouco que o Brasileiro tem de bom, acho que os brasileiros que esnsinam jiu-jitsu no exterior acabam se tornando um porto seguro, para aqueles que estão só em terras estrangeiras sobre este aspecto creio eu, deveriam ir mais fundo criando por assim dizer verdadeiros centros de cultura, e também auxiliar os praticantes de jiu-jitsu, que estão em situação de abandono a encontrar uma maneira de resistir a solidão, até conseguirem um espaço na holanda, uma forma de ajudar com infrmações de cursos e trabalho, para aqueles que são realmente do sporte e ajudar aos alunos também.
Sobre este aspecto creio eu que o retorno sera infinitamente maior para mestre, com também para sua academia, com certesa se eu for a Amsterdã irei procurar os amigos do jiu-jitsu para confraternizar, deixo aqui essa ideia de que a união faz a força.
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