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Islamofobia na Holanda: mais difundida do que se pensava
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Hilversum, Holanda
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Islamofobia na Holanda: mais difundida do que se pensava

Data de publicação : 12 Janeiro 2012 - 6:30pm | Por Peter Hooghiemstra (Foto: Audringje/Flickr CC)
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Entre 2005 e 2010 aconteceram mais de uma centena de incidentes em mesquitas na Holanda. Uma cifra impressionante e muito maior que a de outros países. É o que mostra um novo livro sobre islamofobia e discriminação. Os autores destas ações geralmente permanecem impunes e os muçulmanos, muitas vezes, não registram queixa.

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Nos anos ’90 a Holanda era vista como um país excepcionalmente tolerante em relação a outras religiões, lembra o professor emérito Frank Bovenkerk, da Universidade de Amsterdã.

“Até que, de repente, pesquisas começaram a mostrar que uma significativa aversão ao islã estava se desenvolvendo. Os pesquisadores pensaram: não pode ser, um rompimento tão radical com o passado. Mas realmente aconteceu.”

Então vieram os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos e o assassinato do cineasta Theo van Gogh na Holanda, em 2004. A política holandesa despertou ainda mais o ódio contra os muçulmanos, acredita Bovenkerk: “O então vice-primeiro-ministro Gerrit Zalm disse, após a morte de Van Gogh: ‘Nós agora estamos em guerra’.”

Nos Estados Unidos aconteceu de maneira diferente. “A primeira coisa que o presidente Bush fez após o 9/11 foi ir a uma mesquita, porque sabia que não podia estragar seu relacionamento com a população muçulmana. Portanto, lá eles agiram com muito cuidado. Mas na Holanda fomos muito facilmente influenciados por políticos como Pim Fortuyn e depois Geert Wilders, que usaram a aversão contra o islã para ganhos políticos.”

Incidentes
Ineke van der Valk fez uma pesquisa sobre ‘Islamofobia e discriminação’ - título do livro que lançou esta semana. Ela contabilizou 117 incidentes em mesquitas na Holanda entre 2005 e 2010. Nos Estados Unidos foram 42 no mesmo período.

Foram incêndios, pichações, vandalismo e muito mais: “Uma carta com pó, um telefonema ameaçador, mas também ações como pendurar uma ovelha morta na fachada com o texto ‘Mesquitas não!’, uma cabeça de porco, ou manchar as paredes da mesquita com sangue de ovelha ou de porco, o que os muçulmanos consideram provocador e ofensivo.”

Chama a atenção o fato de que muitos incidentes aconteceram em cidades pequenas. Nas grandes cidades a aceitação de imigrantes é maior porque eles já vivem nestes locais há mais tempo, acredita a pesquisadora.

Queixa
Nem todos os incidentes são registrados. Às vezes, a conselho da própria polícia, às vezes porque os conselheiros das mesquitas têm medo de que voltem a acontecer. E também por uma certa indiferença, diz Aissa Zanzen, da Organização de Mesquitas Marroquinas de Amsterdã e Região.

“As pessoas argumentam: isso é o que acontece. A sociedade endureceu, há um certo clima, e se escuta isso o tempo todo na mídia: os muçulmanos levam a culpa de tudo e mais um pouco. Além disso, as pessoas acham que a polícia não vai fazer nada mesmo, e registrar uma queixa custa muito tempo e dinheiro. E um outro fator pode ser o domínio do idioma, que também é um obstáculo.”
Os autores raramente são descobertos: em 99 dos 117 casos eles não são conhecidos. “Isso dá o que pensar”, diz Van der Valk. “Já é hora da justiça e da polícia fazerem mais a este respeito.”

Internet
E ainda há a islamofobia na internet. Ronald Eissens, da linha de atendimento sobre discriminação na internet: “Em 2011 houve 290 denúncias sobre atos de islamofobia, quase um quinto do total de denúncias sobre discriminação.”

A discriminação na parte de língua holandesa da internet é cada vez mais comum, segundo Eissens: “Dos becos escuros e sujos vai para a luz do dia, em fóruns populares da web que todo mundo lê.”

Valores
E o que se pode fazer a respeito? Ineke van der Valk: “É preciso lidar com seriedade com problemas sociais que podem levar as pessoas à discriminar. Quem é vítima de um crime cometido por um muçulmano tem mais tendência a discriminar.”

Além disso é preciso enfatizar a abertura da sociedade e defender os valores da diversidade. A Noruega agiu muito bem após o atentado de Anders Breivink, diz Ineke van der Valk: “Acho que nós podemos seguir o exemplo, porque aqui, entre políticos, há muita tendência de olhar para o outro lado e esperar que a islamofobia saia da ‘moda’. Temos que nos ater mais a nossas próprias convicções e defender valores que achamos importantes para a democracia e o Estado de Direito.”

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Debate

Luciano MCS 5 Março 2012 - 7:53pm / Brasil

Não vejo a islamofobia como algo correto. Obviamente, não é. Toda a discriminação é perigosa e gera muitas consequencias negativas. Mas, infelizmente, é o sinal dos tempos. O Islã é muito diverso e rico, mas, infelizmente, muitos seguidores estão atrelados a culturas ainda muito atrasadas, retrógradas, em que não há o respeito aos direitos humanos, principalmente os das mulheres. A maioria das pessoas identifica o Islã com essas culturas, o que é o inevitável para o homem comum. O homem comum ocidental vê o Islã e as culturas a ele relacionados como algo ditadorial, ofensivo, primitivo e ameaçador. É muito difícil para a média das pessoas depurar aquilo que vem do Islão daquilo que vem dessas culturas arcaicas, Consequentemente, há um choque cultural natural e o consequente conflito. Esse abismo de culturas ainda se soma a outras variáveis que tornam esse caldo altamente explosivo...jovens europeus, sem perspectivas de melhor emprego, vendo os imigrantes "tomarem conta" do mercado de trabalho; o isolacionismo e o individualismo extremista da sociedade moderna, que deixam o jovem à mercê e criam nele a necessidade natural de socialização em "tribos" que frequentemente pregam a cultura da violência como afirmação. Fora a dificuldade do ser humano de aceitar o "diferente". Será que a cultura holandesa sempre foi historicamente tolerante por maturidade, ou simplesmente por uma cultura que prega o individualismo e a autonomia extremas, sendo o pragmatismo o fator mais importante(eu faço aquilo que quero, desde que respeite a lei; o que vale é a liberdade de querer e pensar, "nem ligo para o que o outro faz ou pensa se está dentro de uma situação legalmente aceita")? Se for esse caso, não nos surpreendamos com esses acontecimentos...

Amo meu Italiano! 18 Janeiro 2012 - 5:13am

A holanda tem os dias contados !

Holanda é conhecida na Europa como capital da EURBIA, Roterdao a cidade tem um terço de extrangeiros mais de dois terços sao crianças, de paises slamicos. Calculando a taxa de natalidade holandesa entre 2015 a populaçao sera de 55% de slamicos em Roterdao. Isso nao é slamofobia, mas sim uma invasao slamica. Brasileiras amigas vcs estao numa fogueira! Eu também que vivo na Italia=( que ja é uma porcaria de musulmanos!
Os Holandeses como Italianos eram comunistas, os comunistas estao acabando com a europa.

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