WASHINGTON (ANP) – Graças à Primavera Árabe, jornalistas naquela região podem trabalhar com mais liberdade que nunca. O progresso foi grande principalmente no Egito, Líbia e Tunísia, onde os manifestantes conseguiram derrubar antigas ditaduras. Isto aparece com destaque no relatório anual da Freedom House sobre a liberdade de imprensa no mundo, divulgado na terça-feira.
A Freedom House reconhece que nem tudo é positivo no Oriente Médio e Norte da África, mas considerados todos os aspectos, “os ganhos tiveram um peso muito maior que os retrocessos”. A Associação Holandesa de Jornalistas também se pronunciou sobre os progressos trazidos pela Primavera Árabe. “Houve uma melhora enorme, e isso é muito positivo”, comenta o representante da associação, Thomas Bruning.
Em todo mundo, a Freedom House considera que apenas 66 países têm uma imprensa inteiramente livre. Finlândia, Noruega e Suécia encabeçam a lista. A Holanda aparece em 5º lugar. “O último ano correu bastante bem na Holanda. Tivemos poucos incidentes nos quais a liberdade de imprensa foi de alguma forma limitada”, disse Bruning.
O Brasil aparece numa nada honrosa 99º posição. Em último lugar estão a Coreia do Norte, com seu rígido regime comunista, e Eritrea. Outro país onde a imprensa sofre com a falta de liberdade é o México – um dos países mais perigosos do mundo para jornalistas.
A Associação Holandesa de Jornalistas se preocupa principalmente com a situação na Turquia, um país que está perto de se tornar membro da União Europeia, onde muitos jornalistas ainda estão presos. No dia da Liberdade de Imprensa, nesta quinta-feira, a associação dará especial atenção à situação daquele país, bem como à do México.













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