Folheando a lista telefônica de Carambeí, colônia holandesa que este ano comemora 100 anos da chegada dos primeiros imigrantes, percebe-se que a variedade de nomes holandeses é grande, mas também surpreende ver o quanto os sobrenomes dos primeiros pioneiros se repetem na cidade. Vriesman, Verschoor, De Geus, Voorsluijs, Los...
Uma das razões para isso é o fato de, durante muitas décadas, holandeses e descendentes de holandeses terem quase sempre se casado entre si.
Annie Bolt, de 77 anos, casada com Jacob Vriesman, 86, confirma: “A gente só casava com holandês mesmo. Meus irmãos e irmãs também. Mas hoje em dia não, está tudo misturado.”
A pressão dos pais para que os casamentos se dessem entre famílias holandesas não era sutil, mas explícita: “Dos meus pais eu senti pressão. Eles falavam: você tem que casar com um holandês. Mas isso é difícil, você não escolhe de quem você gosta”, comenta Willemke Struiving, que por fim acabou se casando com um holandês, Gilberto (Gijs) de Geus. “Coincidentemente eu gostei de um descendente de holandeses, mas isso foi o destino”, diz ela.
Patriarcado x Matriarcado
Gilberto aponta uma possível razão para o desejo das famílias holandesas de não se misturarem com brasileiros: “Acho que o motivo principal desta opção dos pais por manter laços com os holandeses era a cultura, porque a cultura do brasileiro é bem diferente da cultura do holandês. Acho eles percebiam isso e tinham medo deste choque muito grande, então torciam para que os filhos casassem com holandeses. E muitos até hoje fazem esforço para que isso aconteça”, observa.
Segundo ele, o sistema brasileiro é mais patriarcal, e o europeu é matriarcal. “É a mulher que toma as decisões, que ajuda nas decisões. Muitos maridos holandeses ajudam dentro de casa. Não é: o homem só trabalha fora de casa e dentro de casa o serviço é todo da mulher. Na cultura holandesa, marido e mulher dividem tudo.”
Medo
“Em algumas famílias isso era muito mais forte”, conta Hilly de Geus. “Havia o medo do desconhecido, o medo da sociedade mais machista, o medo de que a mulher iria sofrer mais, porque o marido podia tudo e a mulher não podia fazer nada. ‘Ah, vai casar com brasileiro, ele vai aprontar e ela tem que ficar em casa’. Esse era o medo desta geração dos meus tios, mas acho que isso não existe mais há muito tempo. Acho que a nossa geração já tem uma cabeça diferente. Mas lembro, quando era menina, meus tios e tias sempre preocupados quando eu namorava um brasileiro”, recorda Hilly, que, por coincidência ou não, também se casou com um descendente de holandeses. “Não foi por razões familiares, mas por escolha própria mesmo”, confirma com um sorriso.
“Antigamente também, eu me lembro que eu ia sozinha de carro pra Castro e as mulheres me olhavam: ‘você veio sozinha de carro, como é que você tem coragem’. Isso já faz uns 50 anos”, lembra Doutje Dijkstra. “A mulher não podia nada no Brasil, e para nós, a mentalidade neste ponto era diferente. A mulher tinha os mesmos direitos que o homem. Neste ponto eu acho que eu fiquei feminista, só de raiva porque a mulher não podia fazer nada. Mas hoje o Brasil mudou muito neste sentido.”
Quinta geração
O avô do jovem Ron Vriesman, foi um dos primeiros a se casar com uma brasileira e em sua família nunca houve nenhum tipo de pressão com relação ao casamento entre holandeses. Mas, por obra do destino, Ron se casou no ano passado com Pamela Verschoor. Cem anos depois, as duas famílias pioneiras se reencontraram e, em alguns meses, nasce o primeiro filho do casal: a quinta geração de holandeses em Carambeí.













Sabe que estou começando a ficar com antipatia a estrangeiros. Hoje não mudou esta mentalidade destas raças que se consideram superiores. Eles não querem contato nenhum com brasileiros. Minha pergunta é por que ficam no Brasil? Voltem para seu país de origem. Europeus, chineses, alemãs, japoneses, espanhóis, enfim, muitos outros povos deveriam ir embora do meu país. Sinceramente eu não tenho a mínima vontade em conviver com pessoas tão racistas. Infelizmente os governantes aceitam qualquer coisa no país, por isto, somos obrigados a conviver com raças que se consideram "deuses".
Engraçado, você acusa os estrangeiros de serem "racistas" mas você foi totalmente racista e xenófoba nesse seu comentário. Os holandeses naquela época não se casavam com brasileiros para preservar sua cultura, sem falar que a cultura e a sociedade brasileira era (e ainda é, porém, em menor grau) muito machista. Diferente dos holandeses, onde os homens e as mulheres dividiam as tarefas e havia mais igualdade de direitos entre os sexos. É só você vê que hoje a Holanda (e vários outros países do norte da Europa) praticamente já não há mais desigualdade entre homens e mulheres.
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