Os dois iemenitas que foram presos na manhã de segunda-feira no aeroporto de Schiphol, em Amsterdã, sob suspeita de planejar um ataque terrorista, já foram liberados.
Uma investigação conduzida pelos Estados Unidos e Holanda não encontrou evidências suficientes do envolvimento deles num plano terrorista.
Ahmad Mohamed Nasser al-Soofi e Hezem al-Murisi foram detidos em Schiphol na última segunda-feira durante uma escala do voo que faziam para a capital do Iêmen, Sanaa. Eles foram presos com base em informações passadas pelas autoridades norte-americanas. “A informação era tão séria que não era possível correr riscos”, declarou o porta-voz da promotoria pública holandesa.
Serviços de segurança dos EUA encontraram itens suspeitos na bagagem de Al-Soofi, entre eles um telefone celular colado a um frasco de remédio. A bagagem foi despachada em um voo que ia para Washington, enquanto os dois homens viajavam para Amsterdã. Isso despertou suspeita, mas os dois teriam perdido seu voo original e por isso foram transferidos pela United Airlines para viajar via Amsterdã.
Explosivos
Testes iniciais na bagagem também indicaram possíveis traços de explosivos em uma das malas, mas uma inspeção mais rigorosa provou que os itens eram inofensivos e as suspeitas infundadas. Os dois homens também não estão em nenhuma lista de terroristas procurados.
O Departamento de Segurança Interna dos EUA havia divulgado anteriormente que era improvável que os dois sequer se conhecessem. Suposições iniciais de que eles estariam organizando um ataque terrorista também foram descartadas.
O advogado holandês Klaas-Arjen Krikke diz que as prisões foram prejudiciais à reputação dos dois iemenitas. “Seus nomes e sobrenomes foram divulgados em todo o mundo como se fossem terroristas. O que aconteceu aqui não foi nada bonito e os americanos são os responsáveis. Lamentável!”






























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