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Holanda: na mira do cybercrime

Data de publicação : 27 Outubro 2010 - 3:00pm | Por Johan Huizinga (Foto: SXC)
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Uma rede criminosa na internet foi descoberta pela polícia holandesa e menos de um dia depois o principal culpado foi preso na Armênia. Excepcional, festeja um especialista da área. No entanto, a Holanda é o sétimo país na lista mundial de cybercriminalidade.

O desmantelamento da rede Bredolab foi amplamente divulgado. Um armênio infectou cerca de três milhões de computadores em todo o mundo através de 143 servidores na Holanda, espalhando spams e ‘hackeando’ contas bancárias.

Rússia na caça ao spam

Talvez você não tenha percebido, mas de repente diminuíram os spams na caixa de mensagens. O número de mensagens indesejadas diminuiu em um quinto, divulgou o jornal International Herald Tribune.

A polícia russa fez buscas na casa de um homem de 31 anos que é acusado de cybercriminalidade em grande escala. Desde então, até nos Estados Unidos é perceptível que o número de ofertas de Viagra pela internet diminuiu.


Sua prisão foi mais um sucesso da Unidade de Crimes High Tech da Holanda. Mas a renomada revista de informática PCWorld imediatamente questionou se a Holanda não teria infringido a lei ao alertar os 143 servidores sobre o spam, uma vez que a polícia fez um upload de seu próprio programa nos computadores infectados para avisar sobre o Bredolab, o programa criminoso para roubo de senhas.

Sofwares malignos

Por que a Holanda é um dos maiores exportadores de softwares criminosos? O país abriga 2,2% de todas as redes infectadas por criminosos, as chamadas ‘botnets’. Com isso a Holanda ocupa o sétimo lugar no mundo. O país tem posição estratégica na ‘digital highway’, com uma rápida e bem distribuída rede. Alguns dos grandes provedores estão estabelecidos na Holanda. Estes provedores administram os servidores que os criminosos utilizam para espalhar seu software maligno por todo o mundo.

E justamente os grandes provedores são o elo fraco na cadeia, acredita Joran Polak, editor chefe do site Security.nl.

“Como são tão grandes, em geral é difícil para eles controlar toda uma rede. Por isso alguém com más intenções pode se infiltrar neles com mais facilidade do que em um pequeno provedor, que conhece todos os seus clientes e sabe diferenciar com quem está tratando”, diz Polak.

Contra-ataque
A Fox-IT é uma empresa que alerta, entre outros, bancos e provedores quando criminosos infectam sua rede com software maligno. Ela também prestou assistência à polícia no desmantelamento da rede Bredolab.

Segundo o gerente de marketing, Joost Bijl, a Holanda está na liderança da luta contra a criminalidade na internet. Mas ainda pode melhorar. Por exemplo, a polícia holandesa ainda não tem poder para contra-atacar via internet e assim pegar também cybercriminosos estrangeiros. Ou seja: combater os criminosos fora da fronteira com suas próprias armas.

O oficial de justiça responsável pela área de cybercrime, Lodewijkvan Swieten, também quer ter mais poderes para que seja possível ‘contra-hackear’. No momento, isso ainda é problemático, porque se entraria no sistema de outros países onde não há leis que permitam esta prática.

Proteção à privacidade
Capturar cybercriminosos e seus computadores no exterior via internet também entra em conflito com as leis de proteção à privacidade. “Este também é o motivo pelo qual não tomamos este tipo de iniciativa, embora tenhamos as condições para fazê-lo”, explica Wim de Bruyn, porta-voz da procuradoria geral holandesa.

”Se fizermos isso hoje, estaremos agindo fora dos limites da lei. Mesmo que seja tecnicamente possível, é preciso primeiro regulamentar legalmente antes de fazer uso desta possibilidade”, diz De Bruyn.

Enquanto um cybercriminoso pode atacar mundialmente com alguns cliques no mouse, funcionários da justiça ainda precisam fazer viagens internacionais para chegar aos bandidos. Agora, depende do ministro da Justiça adequar a lei sem entrar em conflito com seus colegas estrangeiros.

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