O ex-líder servocroata Goran Hadzic irá se apresentar pela primeira vez diante do juiz do tribunal de crimes de guerra da ONU nesta segunda-feira como o último fugitivo dentre os indiciados por aquela corte, preso depois de sete anos em fuga.
Hadzic, de 52 anos, que é acusado por seu papel na guerra da Croácia, entre 1991 e 1995, estará diante do juiz sul-coreano O-Gon Kwon no Tribunal Penal Internacional para a antiga Iugoslávia (ICTY), em Haia, às 16h GMT.
A promotoria do tribunal acusou o ex-líder da auto-proclamada República Sérvia da Krajina de 14 crimes de guerra e contra a humanidade, incluindo a exterminação, assassinato e homicídio voluntário de centenas de croatas e civis não-sérvios.
Mais notadamente, ele é acusado por seu papel no massacre de 260 croatas e outros não-sérvios retirados de um hospital em Vukovar e mortos por tropas servocroatas depois da localidade ter caído em domínio sérvio em novembro de 1991, após um cerco três meses.
Hadzic, um ex-funcionário de armazém, também é acusado de perseguição, incluindo a deportação ou transferência forçada de dezenas de milhares de croatas e outros civis não-sérvios, entre eles 20 mil habitantes de Vukovar.
Em sua primeira aparição diante do tribunal, Hadzic será chamado a se identificar e serão lidos seus direitos. O juiz também lerá um sumário das 14 acusações contra ele.
Preso no norte da Sérvia na última quarta-feira e transferido para a unidade de detenção do ICTY na sexta, Hadzic será chamado a confessar-se culpado em cada uma das acusações.
Ele poderá, no entanto, pedir uma prorrogação de 30 dias antes de ter que responder novamente à mesma pergunta. Se ele não entrar com uma contestação em 30 dias, um apelo de ‘não culpado’ será apresentado em seu nome.
Caso Hadzic se declare culpado, não haverá julgamento e ele será condenado. De outra forma, ainda pode demorar meses até que o julgamento tenha início.
Procurado desde 2004, Hadzic era o último fugitivo dentre as 161 pessoas indiciadas pelo tribunal. Sua prisão ocorreu menos de dois meses depois das autoridades sérvias finalmente terem capturado o chefe das tropas bósnio-sérvias Ratko Mladic, o homem mais procurado pelo ICTY.














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