A missão holandesa no Afeganistão deve terminar no final de 2010? O debate para responder a essa pergunta pode ocasionar uma crise no governo, estimam observadores políticos.
O vice-primeiro ministro e ministro das Finanças, Wouter Bos, deixou bem claro que ele e o seu partido, o social-democrata PvdA, devem cumprir com a promessa eleitoral. Bos afirmou que em 31 de dezembro de 2010, não haverá nenhum soldado holandês no Afeganistão.
Esta é a resposta dos socialistas holandeses ao pedido apresentado pela OTAN para a Holanda prolongar a presença de suas tropas na província de Uruzgão ou em outra parte do Afeganistão, depois de 2010. Os outros dois partidos da coalizão governamental, a União Cristã e o democrata-cristão CDA, mostram-se partidários a uma resposta positiva à solicitação da organização internacional de colaboração militar.
Wouter Bos, que no passado foi acusado de ter mudado várias vezes de opinião sobre este tema, deixou claro que desta vez se manterá firme. Bos exige que se tome uma decisão sobre o tema nesta sexta-feira.
Crise
A exigência põe em perigo a existência do gabinete. Ainda se desconhece a dimensão que esta suposta crise possa ter: o ministro do PvdA poderia renunciar, deixando um governo incompleto até as eleições de 2011, ou o gabinete poderia apresentar sua renúncia imediatamente, o que implicaria na convocação de novas eleições em junho desse ano.
O ministro da Juventude e Família e também vice-presidente, André Rouvoet, disse a imprensa que o governo tem o dever de conservar a estabilidade. Líder do ortodoxo partido União Cristã, o menor partido da coalizão, Rouvoet mostrou-se surpreendido com a firmeza de Bos e espera que se apresente uma saída à crise.
A maior preocupação dos cristão-democratas é que o rechaço da Holanda ao pedido da OTAN prejudique a imagem da Holanda no mundo, desembocando inclusive na expulsão das reuniões do G-20, onde tem o status de observador.
O gabinete holandês, do primeiro-ministro Jan Peter Balkenende, acaba de sobreviver a um voto de desconfiança por sua postura na invasão do Iraque.





























Submeter um novo comentário