A costureira Shitu Lama, da Etiópia, e o pescador Lhadj Becaye Saur, do Sengegal, exibem com orgulho o negócio que montaram com o auxílio de um microcrédito. O fotógrafo holandês Raymond Rutting viajou no último ano e meio por três vezes a países africanos para fotografar microempresários bem-sucedidos.
Raymond Rutting: "Eu tinha a liberdade de retratar a questão do microcrédito à minha maneira. Optei por retratos contundentes, nos quais se vê algo do pano de fundo”. Realizou as fotografias a cargo da Terrafina Microfinance, entre outras, uma organização de microcrédito holandesa.
Para a comunidade
A maior parte das pessoas estavam dispostas a cooperar, diz Rutting. "Estão cientes de que o dinheiro tem de vir de algum lugar e entendem que essas fotos são importantes para sua comunidade. Em alguns países era mais difícil, como na Etiópia, onde um homem disse: "Você está fotografando em meio à minha plantação. Em outros tempos, eu teria acabado com você!".
Comoção
Durante as entrevistas com os empresários, Rutting algumas vezes se sentiu realmente tocado. O fotógrafo relata o caso de uma vendedora de mangas: "Tinha enviuvado. Agora, vendendo mangas no mercado, custeia a escola dos filhos".
Durante as conversas algo realmente lhe chamou a atenção. "Quando um sujeito que é bom mesmo como agricultor quer expandir seu negócio, descobre que ainda assim não ganha o suficiente para realizar um empréstimo de um banco normal, mas muito para poder qualificar-se para pedir um novo microcrédito. Não é esse o objetivo".
Pequeno golpe de sorte
As fotos de Raymond Rutting poderão ser vistas até o dia 2 de janeiro na exposição Klein Geluk (cuja tradução corresponderia mais ou menos a “pequeno golpe de sorte”) do Museu do Dinheiro em Utrecht. Em seguida, as fotografias serão leiloadas. A renda será revertida à Fundação The Arte of News, fundada pelo próprio Rutting. O objetivo da fundação é patrocinar tais projetos de desenvolvimento.





























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