O governo brasileiro organizou uma missão reunindo representantes do Ministério das Relações Exteriores, da Secretaria de Políticas para as Mulheres e da Secretaria Nacional de Justiça para encontros com a comunidade brasileira na Suíça, Espanha e Holanda para tratar do problema do tráfico de mulheres brasileiras.
Estes três países foram escolhidos por serem destinos conhecidos de brasileiras para o trabalho em setores em que estão submetidas a alguma forma de violência.
“Nós temos um número considerável de mulheres na comunidade brasileira na Holanda. Cerca de 64% da comunidade brasileira na Holanda é composta de mulheres. Muitas destas mulheres sofrem violência familiar”, comenta o cônsul-geral do Brasil na Holanda, Manoel Gomes Pereira, que já encontrou pessoalmente brasileiras nesta situação. “O consulado recebe muitas vezes queixas sobre isso. Eu mesmo já entrevistei duas mulheres suspeitas de serem vítimas de tráfico de pessoas para cá.”
Estatísticas
Segundo a responsável pela divisão de assistência consular do Itamaraty, Luíza Lopes da Silva, a existência de uma rede de tráfico de brasileiras para a Holanda já é conhecida das autoridades dos dois países.
“Nós sabemos que há uma rede de tráfico de brasileiras para a Holanda, mas conhecemos só a ponta do iceberg”, diz Silva. “Nós sabemos por estatística, sabemos por relatórios dos órgãos brasileiros, dos órgãos europeus, da ONU e da IOM, mas é claro que quando nós chegamos aqui nós não enxergamos, é invisível.”
Segundo Silva, do pouco que se sabe até agora, não parece haver grandes redes criminosas atuando no tráfico de mulheres. “O que parece acontecer são aliciadores pequenos, caso a caso, muitas vezes pessoas da família, que trazem as brasileiras pra cá para que elas trabalhem em alguma atividade que é bastante arriscada”, explica, lembrando que as brasileiras normalmente sabem apenas uma parte do que as espera. “Elas não sabem quais vão ser as condições de trabalho; não sabem quanto tempo vão levar para pagar a dívida do bilhete aéreo e dos custos com os primeiros tempos; não sabem como vão ser tratadas.”
Desestruturação
A psicóloga brasileira radicada na Holanda, Dâmaris Pires de Oliveira, que desenvolve trabalhos de aconselhamento psicológico a brasileiros imigrantes em Amsterdã, destaca que a desestruturação que sofre a mulher migrante é muito grande e diz que o assunto deveria ser mais presente no dia-dia- da comunidade brasileira.
“Isso é uma coisa que é subliminar. As pessoas precisam ultrapassar as barreiras da imigração primeiro, pra depois fazerem a denúncia”, salienta a psicóloga. “As mulheres que estão envolvidas em relacionamentos afetivos não têm a dimensão da violência que vivem. Estes projetos de apoio têm que ser divulgados das formas mais amplas possíveis, para todos os tipos de imigrantes, mulheres legais e ilegais, porque isso atinge a todas as camadas. Este tipo de violência não difere em nenhum nível. Enquanto imigrantes, todas nós estamos passíveis de sofrer algum tipo de violência ou exploração.”
Missão
O objetivo da missão brasileira é ampliar o contato com as comunidades e preparar os agentes consulares para atender as vítimas.
“Existe o problema. Nosso trabalho agora é levantar as soluções para este problema, como evitar. Também temos que fazer nosso dever de casa e lembrar que nós temos que prevenir que as brasileiras possam cair neste tipo de jogo do tráfico ou da violência; lembrar que elas podem viajar – o Brasil é um país democrático, não impede que os brasileiros viagem -, mas quer que elas viagem sabendo a que riscos estão expostas e portanto não caiam nesta conversa que leva à violência ou ao tráfico”, conclui o cônsul Manoel Gomes Pereira.
- Contatos para quem precisa de ajuda e para denúncias:
Consulado Geral do Brasil Roterdã – 010 2062211 (emergências e plantão: 06 5155 4836)
Casa Brasil-Holanda, Projeto Joana: 06 19 19 28 98 -
Comunidade Cristã de Amsterdã: 020- 6162638
































Cara Mariangela,
ok porfavor entao prove a nos os brasileiros, que por situacoes que nosso Brasil, muitas vezes nos obriga, a ter-mos que nos submeter a viver no exterior, porque nosso Brasil nao nos da a chance de vencer no nosso Brasil! Como voce bem sabe!!! Enquanto no Itamaraty, uma exorbitancia de dinheiro e desperdicada todos os dias com fachadas,por exemplo com essa falca reportagem! Eu peco lhe que entre em contacto comigo porfavor , sou uma brasileira que vivo na holanda a 25 anos, mandei ao Brasil nesse interim centenas , se nao for milhoes de dolares ao Brasil!! Por isso agora estou doente com um tumor. Porque nao estou mais casada com um homen holandes, estou sendo discriminada, e nao tenho tido nenhuma ajuda medica, por que sou estrangeira, nao estou mais servindo um homen holandes, e meu tratamento custara muito para o convenio medico holandes! Entao agora quero ver oque o consulado brasileiro em Roterdam ira fazer para me ajudar! Muitissimo obrigada por essa oportunidade espero sua resposta pelo meu e-mail. I.R.
Obrigada por seu comentário. Gostaria, sim, de ouvir mais sobre a sua história. Você poderia nos escrever pelo e-mail de contato aqui do site? ( interactive.brasil@rnw.nl )
Olá,
Sou estudante de artes visuais em Amsterdam. Estou no momento trabalhando em um documentário sobre as mulheres brasileiras na Holanda e gostaria de saber se você estaria interessada em dar uma entrevista para meu projeto final de graduação da Gerrit Rietveld Academie. Eu ficaria imensamente agradecida e acho que também pode ajudá-los na missão de divulgação desses problemas!
Muito Obrigada pela atenção,
Aguardo uma resposta,
Natália
Olá Natália, você poderia escrever através de nosso e-mail de contato interactive.brasil(a)rnw.nl ? Pelo site não tenho como escrever diretamente a você.
Atenciosamente,
Mariângela Guimarães
É mentira ! Diplomatas brasileiros desprezam cidadãos que viajam ou morem no exterior, são péssimos funcionários públicos, basta lembrar o papel desprezível que o Itamaraty prestou aos garimpeiros brasileiros mortos na Guiana que quase nada fez de útil para protege-los. Só porque eram garimpeiros pobres e sem instrução, contudo, na hora que os brasileiros que moram no exterior mandam dinheiro para seus parentes do Brasil o governo brasileiro é muito amigo. Dinheiro é o que interessa e nada mais.
Caro Haroldo,
É uma pena saber que você teve experiências tão ruins com o serviço dos consulados brasileiros. Se quiser nos procurar para dar seu testemunho, por favor, escreva-nos através de nosso e-mail de contato interactive.brasil[a]rnw.nl
A situação abordada nesta matéria é diferente das que você cita. No caso de brasileiras vítimas de tráfico de pessoas ou qualquer tipo de exploração no exterior, recomendamos, sim, que elas procurem os consulados para ajuda.
Atenciosamente,
Mariângela Guimarães
Não acredito que o Itamaraty se interesse pelos brasileiros morando na Holanda, em geral diplomatas brasileiros tratam mal ou desprezam brasileiros viajando ou morando no exterior, com exceção das vezes em que esses mesmos brasileiros mandam dinheiro para o Brasil. Aí sim, o governo brasileiro se interessa, visto que, são bilhões de dólares anuais para os cofres do governo brasileiro. Em recente, caso de matança de brasileiros na Guiana, país que faz fronteira com o Brasil, os diplomatas brasileiros pouco fizeram porque eram garimpeiros, gente pobre e sem recursos.
Essa reportagem é mentirosa !
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