O Parlamento Europeu anunciou que fará uma investigação sobre a maneira que a União Europeia reagiu no ano passado à epidemia de gripe A (H1N1) – também conhecida como gripe suína ou gripe mexicana.
O Parlamento quer descobrir se os governos tiveram uma reação de pânico e se permitiram ou não que indústrias farmacêuticas exercessem pressão em suas decisões.
Judith Merkies, europarlamentar do Partido Trabalhista holandês (PvdA), destaca que nos últimos dois ou três anos aconteceram ondas de pânico regulares em relação a doenças. Ela cita a epidemia de gripe A no ano passado e, antes disso, o medo da epidemia de SARS.
Segundo Merkies, quando estes vírus surgem, a indústria farmacêutica aumenta a pressão sobre os países para a encomenda de vacinas “antes que seja tarde”. Ela ainda destaca que a Holanda atualmente “tem um excesso de 19 milhões de vacinas pelas quais foram pagos 300 milhões de euros e que talvez acabem sendo jogadas fora”.
Judith Merkies espera que a investigação parlamentar resulte num plano que leve a União Europeia a reagir com mais calma em futuras epidemias.
Brasil
No Brasil, o governo investiu R$ 1 bilhão na compra de vacinas para a campanha de vacinação iniciada esta semana, mas grande parte é de fabricação nacional. Do total de 83 milhões de doses da vacina, 33 milhões foram compradas do Instituto Butantan. Os outros dois fornecedores são o Laboratório Glaxo Smith Kline e o Fundo Rotatório de Vacinas da Organização Pan Americana de Saúde.
























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