Radio Netherlands Worldwide

SSO Login

More login possibilities:

Close
  • Facebook
  • Flickr
  • Twitter
  • Google
  • LinkedIn
Início
Segunda-feira 28 Maio RNW - NEWS, ANALYSIS AND BACKGROUND IN 10 LANGUAGES, WORLDWIDE 24 HOURS A DAY, ON RADIO, TELEVISION AND THE INTERNET.
Retrato de Belinda van Steijn
Map
Leeuwarden, Holanda
Leeuwarden, Holanda

'Ecstasy líquido' vicia

Data de publicação : 14 Maio 2010 - 10:31am | Por Belinda van Steijn (imagem: RNW)
Assuntos relacionados:

Cresce o número de jovens holandeses que se internam em clínicas para dependentes químicos para se desintoxicarem do GHB (gama-hidroxibutirato), a droga de danceterias também conhecida como ecstasy líquido.

Enquanto que em 1997 cinqüenta pessoas procuravam o tratamento em uma clínica, no ano passado 200 pacientes deram entrada em clínicas para dependentes químicos na Holanda. Os dados são das clínicas e do instituto Trimbos, instituição para saúde mental e problemas de dependência. É desconhecido o número de dependentes de GHB na Holanda.

Há dois lugares na Holanda nos quais os dependentes de GHB podem tratar-se. Parar de uma vez não funciona devido ao grave sintoma de abstinência. Motivo pelo qual os dependentes são internados e tomam uma dose cada vez menor de GHB como tratamento, até que eles possam viver sem a droga. Esse método de desintoxicação é administrado nas duas clínicas.

Droga popular
Muitas drogas de danceterias vêm e vão, mas o GHB permanece popular entre os jovens. De acordo com o instituto Trimbos, a droga é barata, fácil de conseguir e até mesmo de fazer em casa com produtos de limpeza. Uma outra vantagem é que o GHB não deixa o sentimento de ressaca. A droga é tomada como um coquetel. É transparente, um pouco viscosa e salgada. A desvantagem é que se toma em grandes quantidades e torna-se inconsciente rapidamente.

Jerry de Vries tem 22 anos e é um dos holandeses que se tornou dependente de GHB. Um amigo lhe ofereceu a droga pela primeira vez. A partir de uma pequena dose de GHB ele passou a consumir mais rapidamente, até que ele não conseguiu mais viver sem a droga:

“É muito barata, mas é uma coisa muito perigosa. Você não tem idéia do que você toma nem quanto. Você toma muito e depois você sente o nocaute. Horas mais tarde você acorda. E aí depende um pouco de onde você está. Se você está em casa, então se recupera. Mas eu já passei por situações de acordar no meio da rua. E se você desperta, você nem sabe que você ficou tanto tempo inconsciente.”

Jerry internou-se na clínica Noord-Nederland para tratamento de dependentes químicos em Leeuwarden, no norte da Holanda. Sozinho ele não conseguiu se livrar da droga.

“Eu não fui reduzindo gradualmente, eu parei de uma só vez. Depois eu entrei em uma psicose por alguns dias. Eu não tinha mais controle de mim mesmo. Eu ouvia sirenes o tempo todo e tinha muito medo. Eu queria mais para a minha vida do que apenas sofrer. Então eu me internei.”

GHB
De acordo com o responsável da clínica Noord-Nederland, Koop Hoekstra, o GHB é conhecido na Holanda desde os anos 1950. O anestésico tinha uso veterinário. A administração foi interrompida porque havia problemas com a dosagem. Nos anos 90, o remédio ressurgiu, dessa vez como droga de danceteria. Primeiro pensou-se que GHB não era perigosa, mas agora se sabe que a droga causa o vício facilmente.

“Há casos conhecidos de jovens que ficam com problemas no coração e até mesmo paradas cardíacas. Jovens com problemas de respiração e insuficiência respiratória chegam aos centros de tratamento intensivo dos hospitais da região”, afirma Koop Hoekstra.

Hoekstra explica como funciona o tratamento: “As pessoas que vêm para cá para um tratamento de desintoxicação recebem a droga de duas em duas horas e algumas vezes precisam tomar GHB até mesmo durante a noite para livrar-se do vício indesejado.”

Segundo Hoekstra, o uso do GHB não pode levar a morte. No entanto, há alguns casos na Holanda de pessoas que morreram após utilizar a droga. Isso porque utilizaram a droga de danceteria em combinação com álcool e outros anestésicos.

Jerry de Vries é um nome fictício, o entrevistado exigiu anonimato.

Últimas notícias neste dossiê

Matérias mais lidas neste dossiê

Holanda: qualidade de droga ilegal pode ser testada

Na Holanda, os consumidores de drogas ilícitas podem, por razões de segurança, submeter...
The Woodstock old people's home

Woodstock: um asilo especial para viciados

O número de viciados em drogas na terceira idade está aumentando rapidamente na Holanda. De...

Torre de Amsterdã 'protegida' com camisinha

Em comemoração ao Dia Mundial na luta contra a Aids, a Munttoren (Torre da Moeda) de Amsterd...

Facebook remove informações sobre aborto

O Facebook removeu temporariamente a foto do perfil de Rebecca Gomperts, a fundadora do Women on Waves, uma...
Cem anos de guerra contra as drogas: uso de ópio na Indonésia,

Cem anos de guerra contra as drogas

Há exatamente 100 anos, começava em Haia a guerra contra as drogas. No dia 23 de janeiro de...

Debate

Submeter um novo comentário

O conteúdo deste campo é privado e não irá ser exibido publicamente.
  • Marcadores de HTML permitidos: <a> <em> <strong> <cite> <code> <ul> <ol> <li> <dl> <dt> <dd> <p> <br>
  • As linhas e os parágrafos quebram automaticamente.
  • Endereços de páginas web e endereços de e-mail são transformados automaticamente em ligações.

Mais informação sobre as opções de formatação

RNW - NEWS, ANALYSIS AND BACKGROUND IN 10 LANGUAGES, WORLDWIDE 24 HOURS A DAY, ON RADIO, TELEVISION AND THE INTERNET.