A popularidade de drogas tradicionais como cocaína, heroína e maconha está diminuindo. Mas segundo o Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (OEDT), há uma nova ameaça: o rápido crescimento das drogas sintéticas.
A bolha da cocaína parece ter estourado, constata o relatório do OEDT sobre o ano de 2011. Nos últimos dez anos, o consumo de cocaína cresceu a ponto de ser a droga ilegal mais consumida na Europa, mas este ano o uso diminuiu: a crise econômica atinge também este setor. O consumo de maconha na Europa também continua caindo, enquanto o mercado de heroína há anos vem encolhendo e envelhecendo.
Mas o OEDT alerta para o aumento da oferta de drogas sintéticas. Este ano foram descobertas quase quarenta novos tipos de drogas sintéticas na Europa, o que faz com que a tendência ascendente de consumo dos últimos anos continue. Trata-se de substâncias desenvolvidas em laboratórios químicos e frequentemente comercializadas pela internet.
Miau-miau
A moda das drogas sintéticas começou nos anos ’90, com o XTC (ecstasy) e outras anfetaminas. Atualmente também existem variantes sintéticas da maconha, conhecidas como ‘spice’, e misturas químicas de anfetaminas e cocaína com nomes como ‘miau-miau’ e ‘benzofury’.
De acordo com Ton Nabben, pesquisador do tema no Instituto Bonger de Criminologia, da Universidade de Amsterdã, nos próximos anos devem surgir ainda mais tipos de drogas.
“A expectativa é que isso ainda esteja longe do fim. Isso também tem a ver com as grandes modificações trazidas pela internet, que tornou mais fácil o contato entre produtor e consumidor. Sem dúvida surgirão novas substâncias, porque uma simples modificação na estrutura molecular cria uma droga completamente diferente. Embora tenha efeito similar, para a legislação é outra coisa.”
Legal
O grande problema para os legisladores é que uma nova droga é, juridicamente, vista como legal na maioria dos países. A justiça só pode fazer alguma coisa contra depois que uma proibição legal estiver em vigor. E uma vez que uma droga é proibida, com um procedimento químico simples cria-se uma nova alternativa legal. O OEDT fala em seu relatório anual de um jogo de ‘gato e rato’ entre a justiça e os produtores.
Embora cada vez mais substâncias cheguem ao mercado, são poucas as chances de que num futuro próximo surja uma droga que ultrapasse a popularidade das drogas tradicionais. É o que diz Peter van Dijk, do Instituto Trimbos, órgão que fornece os dados sobre consumo de drogas na Holanda ao OEDT.
“Fazendo uma estimativa cautelosa da situação nos próximos dez anos, eu diria que serão as mesmas substâncias consumidas agora, como XTC e cocaína, que predominarão, porque as novas drogas não têm um bom efeito. São substitutos ruins de drogas conhecidas e só são usadas porque ficam fora do alcance de determinadas leis.”
Euforia
O pesquisador Ton Nabben também acha que por enquanto não surgirá uma alternativa para o XTC, que é visto por muitos usuários como ‘a substância ideal’, porque dá um efeito de euforia e quase não vicia. Ainda assim, não seria inconcebível que, à medida que a ciência avança, uma nova geração de drogas possa surgir.
“Se você é químico e começa a mexer nas moléculas, imagino que seja uma espécie de Santo Graal, que você queira criar uma substância que faça as pessoas se sentirem bem sem nenhum efeito colateral. Acho que há pessoas que veem como um desafio a criação de uma droga assim através de arranjos na estrutura molecular”, diz Nabben.
Assim, poderia surgir uma pílula sem efeitos colaterais e com uso prático, por exemplo, para dar autoconfiança antes de uma reunião ou para relaxar por completo no horário do almoço. Talvez já apareça no relatório de 2015.


























thc é a suloção ja existe a milhoes de anos mais ngm ve --'
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