A cada dia, 2000 crianças morrem de diarreia. Ela pode ser evitada com o acesso a um sistema de saneamento, educação sanitária e água potável. A simples utilização de banheiros limpos pode reduzir a doença em 40%, enquanto que uma boa higiene e água potável podem reduzir em até 90%.
Dingaan Mithi
A Water Aid, uma ONG britânica, recomenda aos líderes africanos garantir que o saneamento e a água potável façam parte das estratégias nacionais de saúde, combinadas com recursos adaptados e um comprometimento de 0,5% do seu próprio PIB.
Mortalidade Infantil
Esther Sakala, mãe de cinco crianças, tem 58 anos de idade e vive em Mgona, na região de Lilongwe, no Malawi. Ela conta o que aconteceu com seu bebê de quatro meses de idade, que morreu de diarreia em 1995.
“Levei o bebê com urgência ao hospital, mas todos os esforços foram em vão. Ele morreu logo em seguida, dois dias depois de ser infectado. Eu gostaria de pedir ao governo que invista mais em banheiros modernos, assim poderíamos reduzir essas mortes, pois já é hora de não perdermos mais crianças por doenças transmitidas pela água.”
Intervenção das ONGs
A Training Support for Partners (Treinamento de Apoio para Parceiros - TSP), uma ONG de parceria que ajuda no acesso à água limpa na região de Mgona, se dedica a reduzir as doenças causadas pela água. TSP e Water Aid alegam que nenhuma criança morreu de diarreia ou cólera na região desde 2007.
Lucy Kaombe, membro da comissão de saneamento, conta a Radio Nederland que “as doenças causadas pela água nessa região vêm diminuindo há três anos. Nós aconselhamos as famílias conservar a água coberta e utilizar banheiros ecológicos.”
Banheiros Secos
TSP e Water Aid constroem banheiros secos. Os dejetos humanos são recolhidos e reciclados para uso como adubo. Lucy Kaombe explica que “estes banheiros evitam moscas hospedeiras de doenças sobre alimentos e água”.
Em 2004, a diarreia matou 1,8 milhão de crianças. Durante este período, 10,8 bilhões de dólares foram gastos em intervenções contra a Aids (responsável pela morte de 315 mil crianças) e 3,5 bilhões de dólares no combate à malária (que causou a morte de 840 mil crianças).
O relatório ‘Negligência Fatal: Como os sistemas de saúde estão falhando em abordar globalmente a mortalidade infantil’ estima que para reduzir em dois terços a mortalidade de crianças menores de cinco anos a ajuda deverá se concentrar sobre as doenças que mais matam crianças, como a diarreia, e em conseguir recursos para a melhoria do saneamento.





























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