O partido democrata-cristão CDA aceitou participar das conversas informais para a possível formação de uma coalizão de direita com o partido liberal VVD e com o radical PVV, liderado pelo político Geert Wilders.
As negociações foram sugeridas pelo ex-primeiro-ministro democrata-cristão Ruud Lubbers, atual responsável pela mediação das negociações para a formação do novo governo holandês. O líder do VVD, Mark Rutte, e o líder do Partido da Liberdade (PVV), Geert Wilders, já tinham concordado na última sexta-feira em participar de conversas informais, sem a presença de Lubbers.
Os democratas-cristãos participarão destas primeiras negociações sem impor condições, diz o líder do partido, Maxime Verhagen. No entanto, ele também declarou que se o partido decidir ir adiante com negociações formais com o partido anti-islã PVV, não estaria disposto a ceder em questões centrais aos valores democrata-cristãos.
Verhagen reiterou que seu partido é comprometido com a liberdade religiosa, portanto uma proposta de imposto para o uso de véus islâmicos, feita pelo partido de Wilders, estaria fora de questão. Outras propostas controversas do PVV que estariam fora de cogitação para o CDA são os cortes radicais na ajuda a países em desenvolvimento e o registro compulsório de cidadãos de acordo com sua origem étnica.
Para acomodar as exigências do CDA, uma variante possível seria um gabinete minoritário formado pelo VVD e CDA, mas apoiado no parlamento pelo PVV – uma opção que não agrada a Wilders.
O VVD foi o vencedor das eleições holandesas, mas com apenas uma cadeira a mais que o partido trabalhista PvdA. Já o radical PVV foi o partido que mais cresceu, sendo agora o terceiro maior no parlamento. O CDA, por sua vez, foi o que sofreu maiores perdas, e até agora tinha se mantido à distância das negociações de coalizão.
Ainda não foi divulgado quando as primeiras conversas informais entre VVD e PVV acontecerão. Ruud Lubbers disse que quer uma resposta definitiva o quanto antes, para que possa informar a rainha Beatrix – que é responsável pela supervisão do processo de coalizão - se negociações formais para um gabinete de direita terão início ou não.






























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