O projeto ‘Grounds for choice’ (‘Base para escolhas’), de 1992, foi a primeira pesquisa que alertou a Europa sobre a responsabilidade no uso da terra e florestas. O responsável pelo estudo é o acadêmico e político holandês, Rudy Rabbinge.
Por Beatriz Bringsken
“A Europa poderia ter um reflorestamento bem mais amplo, porém isso nunca foi realizado por nenhum dos países da União Europeia. A proposta de reflorestar deveria ser cumprida, pois se estamos pressionando o Brasil a não desmatar, deveríamos começar aqui primeiro”, critica Rabbinge.
O mercado europeu critica o avanço da soja, da pastagem e da cana-de-açúcar no Brasil. Em contrapartida, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, viabilizou mais financiamentos para agricultores que adotarem práticas ambientalmente corretas, pois a meta do Brasil é buscar uma agricultura sustentável. O Ministério da Agricultura quer recuperar 15 milhões de hectares de terras degradadas em dez anos, integrar lavoura-pecuária-floresta em 4 milhões de hectares, além de aumentar em 3 milhões de hectares as florestas plantadas. O Brasil firmou metas voluntárias para reduzir as emissões de gases do efeito estufa em 36%, e para isso deve diminuir em 80% o desmatamento.
Políticas agrícolas
Rabbinge defende a adequação de tecnologias agrícolas em busca da produção sustentável. “O que conta é otimizar a terra, fazer uso da melhor possibilidade visando a melhor integração com o meio ambiente”, afirma. Para isso acontecer, os governos devem se responsabilizar pelas políticas agrícolas, determinar os produtos compatíveis à terra e aos objetivos do agricultor. Se os governos ficarem passivos, outras forças irão surgir no devido tempo e causar a decadência da comunidade rural.
A pesquisa ‘Grounds for choice’ foi desenvolvida pelo conselho ministerial do governo holandês a fim de guiar a Europa na política do uso da terra. Mas os países europeus não seguiram as sugestões desse estudo. “A discussão que existe hoje já existia há 20 anos. É possível termos mais natureza aqui sem afetar a produção de alimentos. Porém, a Europa deveria usar as soluções mais eficientes, que a longo prazo são melhores para o meio ambiente e para as atividades econômicas”, analisa o professor.
Investimento em pesquisa
Segundo o relatório Agriculture Perspectives 2010-2019 da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), o Brasil tem uma produção agrícola mundial de 26%, mas a tendência é chegar em 2019 suprindo o mercado em 35%. Porém, o governo precisa interagir para estimular a agricultura tradicional, que é a mais promissora e atrativa. O Brasil é uma nação agrícola e precisa investir em pesquisa. Rabbinge acredita que isso esteja acontecendo, principalmente com a Embrapa. “Na questão do etanol, o Brasil é o único que consegue ter lucratividade com o álcool. Não estou dizendo que sou a favor de usar a biomassa para energia. Mas devo dizer que se você tem solo e clima adequado, então por que não?”, defende.
A Europa poderia eliminar muitas de suas medidas protecionistas para gerar uma maior competição na agricultura, o que é saudável. Isso é o que na prática os governos europeus deveriam estar fazendo, mas, na visão do cientista holandês, fazem muito pouco. As forças naturais do mercado são necessárias e devem seguir os critérios adotados pelas políticas públicas. “Mas o inverso não pode acontecer, o governo não deve seguir as ordens do mercado”, opina.































Un mundo dominado por el capital financiero, por la guerra, la militarización de las relaciones internacionales, la producción bélica y la lógica del mercado mundial, no es viable como futuro de la humanidad.
La producción para la vida, la sostenibilidad ecológica, las energías renovables, los mercados y producciones locales en un contexto mundial, el gobierno de la gente y un movimiento mundial por la paz, son el futuro.
El acuerdo Chávez-Santos tiene que ver con esto. El interés de Santos ha sido básicamente comercial. Pero con la inclusión de los temas de seguridad y los problemas fronterizos, se tocó una parte esencial del problema. Regularizar la situación en la frontera, comprometiendo a Santos, es una de las claves para frenar las manipulaciones mediáticas y limitar la estrategia de EEUU, que sólo prospera con la guerra.
Es una apreciación equivocada pensar que las Farc frenaron un ataque militar a Venezuela, pues no le dieron libertad a Uribe para movilizar fuerzas hacia la frontera. Es no tener idea de cómo son las guerras contemporáneas, en las que los éxitos de la infantería no son la clave del inicio. Se caracterizan por los bombardeos y ataques misilísticos masivos, que destruyen las fuentes económicas, las comunicaciones, los hospitales, las fuerzas militares, que siembran pánico y muerte en la población civil. Lo que no ha habido es la justificación política. Nuestro futuro no puede ser el de Irak.
Algunos siguen creyendo que después de una guerra larga, conquistaremos la felicidad. La destrucción de varias generaciones, la cultura y las bases espirituales de un país, no puede ser el precio.
Las fuerzas concentradas en Colombia por EEUU están en capacidad de demoler las bases territoriales de las Farc ¿Por qué no lo han hecho? ¿Será porque políticamente las necesitan, así como necesitan a Bin Laden? La solución en Colombia y en el mundo, es una solución política. No es fácil, nunca lo ha sido. A veces es más fácil el camino de la violencia.
Fue clave poner el tema en Unasur y sacarlo de la OEA. Fue una derrota del Uribismo. Pese a lo que Santos haga en el futuro, el acuerdo Chávez-Santos, también lo fue. Por eso el carro bomba en Bogotá, de clara factura derechista. Todavía falta, pero Chávez y Maduro hicieron lo que tenían que hacer.
Julio Escalona escalonaojeda@gmail.com
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